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Ensaio de Penetração de Cone com
Medida de Poropressão
Os ensaios de cone com medida de poropressão são
utilizados para a determinação estratigráfica
de perfis de solos, avaliação de propriedades dos
materiais investigados e previsão da capacidade de carga
de fundações.
No Brasil sua metodologia é normatizada pela NBR 12069/91
- Solo - Ensaio de penetração de cone in situ
(CPT). Em nível internacional, tem-se, por exemplo, a ASTM
D-5778-95 Standart test method for performing eletronic friction
cone and piezocone testing of soils e as recomendações
da ISSMGE International reference test procedure for cone penetration
test.
O ensaio de cone é bastante simples, consistindo na cravação
no terreno de uma ponteira cônica (60° de ápice)
a uma velocidade constante de 20 mm/s. A seção transversal
do cone é de 10 cm2 e a área da luva de atrito lateral
é de 150 cm2.
O equipamento de cravação possui uma estrutura de
reação e um sistema de aplicação de
carga. A penetração é obtida através
do acionamento contínuo de hastes com comprimento de 1 m,
mediante a operação de um pistão hidráulico.
Os equipamentos da In Situ possuem
capacidade de cravação/reação de até
20 tf.
À medida que se procede à introdução
das hastes no solo, efetua-se a cada 2 cm de profundidade a aquisição
automática das seguintes informações:
- Resistência à penetração da ponta
(qc);
- Resistência por atrito lateral ou local (fs);
- Poro-pressão u2,
utilizando-se um elemento poroso de bronze sinterizado, localizado
na base do cone;
- Ângulo de inclinação da ponteira cônica
em relação à vertical.
Essas grandezas são medidas através de instrumentação
de precisão, devidamente calibrada, instalada na extremidade
inferior do conjunto. Os dados são transmitidos à
superfície por um sistema de ondas acústicas, eliminando-se
qualquer influência do operador no ensaio. Um computador coleta,
transfere e armazena as informações, podendo-se visualizar
os resultados em tempo real.
O registro contínuo da resistência à penetração
permite obter uma descrição detalhada da estratigrafia
do subsolo, informação essencial à composição
de custos de projetos de fundações e de geotecnia
em geral.
Com o ensaio, também pode-se avaliar, através de
correlações, as seguintes características do
terreno:
- Estratigrafia;
- Perfil geotécnico;
- Coeficiente de adensamento (Ch
e Cv);
- Densidade relativa (Dr);
- Resistência não drenada (Su);
- Ângulo de atrito efetivo de areias (Ø');
- História de tensões (tensão de pré-adensamento,
OCR);
- Coeficiente de permeabilidade (K);
- Módulo de deformação cisalhante (G0);
- Coeficiente de deformabilidade (mv).
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