| A prova de carga estática é a técnica
mais tradicional de ensaio para a determinação da capacidade
de carga de estacas.
No Brasil, a metodologia está normatizada pela NBR 12.131/92
(Estacas -
Prova de Carga Estática). Os critérios da NBR-6122/96
(Projeto e
Execução de Fundações) recomendam que
1% do estaqueamento seja
submetido a esse tipo ensaio.
Na prova de carga estática, o elemento da fundação
é solicitado por um
ou mais macacos hidráulicos, empregando-se um sistema de
reação
estável. Para tanto, é comum o uso de vigas metálicas
e ancoragens
embutidas no terreno.
O tipo de ensaio mais comum envolve a aplicação de
carregamentos de
compressão à estaca, em estágios crescentes
da ordem de 20% da carga
de trabalho, registrando-se os deslocamentos correspondentes.
A medição dos esforços com uma célula
de carga, posicionada no topo da
estaca, traz uma maior precisão e qualidade ao ensaio. A
NBR 12.131/92
prescreve que as estacas sejam solicitadas a até duas vezes
a carga de
trabalho. Também é possível realizar carregamentos
horizontais e de
tração.
O conjunto constituído pela estaca, macaco hidráulico
e sistema de
reação deve ser projetado e montado de modo a se garantir
que a carga
aplicada atue na direção desejada. É importante
ainda assegurar que o
carregamento previsto seja alcançado com sucesso. A In
Situ, após
estudar as necessidades do cliente, costuma desenvolver projetos
específicos para provas de carga estáticas. Nessa
etapa, busca-se reduzir
os gastos com tirantes, a partir do aproveitamento de estacas do
próprio
projeto como reações para as provas de carga.
A análise dos dados obtidos em campo traz informações
importantes, tais
como:
- Curva carga x deslocamento
- Capacidade de carga da estaca
- Recalque associado à carga de trabalho
- Parcelas de resistência de ponta e atrito lateral
- Coeficiente de segurança do estaqueamento
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