Ensaio de Palheta | Vane Test

O ensaio de palheta tem por objetivo determinar a resistência não-drenada in situ de solos argilosos (Su). Utiliza-se uma palheta de seção cruciforme, a qual é cravada no terreno e submetida ao torque necessário para cisalhar o solo por rotação.

O ensaio, que internacionalmente é conhecido por Vane Test, no Brasil possui metodologia normatizada pela NBR 10905/89 - Solo - Ensaios de palheta in situ (VT).

Após a introdução da palheta no solo, na profundidade desejada, posiciona-se a unidade de torque e medição, zeram-se os instrumentos e se aplica imediatamente o torque, com uma velocidade de 0,1 a 0,2 graus/segundo. As medições de torque e rotação são efetuadas no topo do sistema de hastes.

Com base no torque máximo é possível determinar a resistência ao cisalhamento não-drenada do solo. A utilização de um dispositivo denominado slip-coupling visa eliminar das leituras qualquer efeito de atrito nas hastes que acionam a palheta (ver gráfico).

Ao término do ensaio para a obtenção da resistência não-drenada in situ, pode-se proceder ainda a obtenção da resistência não-drenada amolgada, executando-se 10 voltas rápidas da palheta e reiniciando-se as medições.

Como o ensaio é executado com equipamento eletrônico controlado por computador, tem-se uma visualização imediata dos resultados, sendo que qualquer anomalia pode ser percebida imediatamente, além de uma maior agilidade na elaboração do relatório final. Outra vantagem do equipamento eletrônico é a inexistência de interferência humana nos resultados, reduzindo substancialmente a ocorrência de erros causados pelo operador.

A execução dos ensaios de palheta permite obter os seguintes resultados:

- Gráfico de torque em função da rotação;
- Resistência não drenada (Su);
- Resistência amolgada;
- Sensibilidade do solo.


Equipamento Tipo “A”

Os ensaios realizados com equipamento tipo A (ensaios sem perfuração prévia) apresentam resultados de melhor qualidade. São utilizados em solos com baixa consistência, onde é possível a cravação estática da palheta a partir do nível do terreno.

Durante a cravação, com o auxílio de um penetrômetro hidráulico, a palheta é protegida por uma sapata, e as hastes, através do tubo de proteção, são mantidas centralizadas e protegidas. A cravação é interrompida 0,5 m antes da cota de ensaio. A partir dessa profundidade, o acionamento do conjunto de hastes permite posicionar a palheta no ponto desejado, minimizando-se as perturbações do terreno, e o atrito do sistema.